Encontre!

Mostrando postagens com marcador [Meu]. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador [Meu]. Mostrar todas as postagens

janeiro 05, 2012

Receita de Ano Novo

Antes de desejar a vocês um Ano Novo repleto de felicidades, saúde, conquistas, sucessos e diversas coisas boas, que muito precisamos no dia a dia, e também alguns "desprazeres", pois acredito na utilidade das "antíteses", rs..., espero que o Ano Velho, que se encerra, deixe saudades de alguma forma. Que, se não tenhamos conquistado tudo aquilo que desejávamos, ao menos tenhamos tido prazer na jornada. Ainda que não tenhamos emagrecido/engordado os quilos prometidos, tenhamos sentido sabores inigualáveis. Se não paramos de fumar, que cada bendito/maldito trago tenha nos aliviado o cansaço e a irritação [rs], enfim... se nossas promessas, anseios, desejos, não tenham se concretizado, que ao menos tenhamos aproveitado. Não se trata, pois, de uma visão "conformista", mas de reconhecer o valor - ainda que pequeno - embutido nas coisas. Temos nos obrigado a atingir metas, cumprir prazos, promessas e compromissos... que tal, no próximo ano, nos obrigarmos a relaxar um pouco.... menos cobranças, mais leveza... Afinal, sabemos que não adianta levar a vida tão a sério, nem sairemos vivos dela, não é mesmo?!






RECEITA DE ANO NOVO



Drummond



Para você ganhar belíssimo Ano Novo

cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,

Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido

(mal vivido talvez ou sem sentido)

para você ganhar um ano

não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,

mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;

novo

até no coração das coisas menos percebidas

(a começar pelo seu interior)

novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,

mas com ele se come, se passeia,

se ama, se compreende, se trabalha,

você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,

não precisa expedir nem receber mensagens

(planta recebe mensagens?

passa telegramas?)



Não precisa

fazer lista de boas intenções

para arquivá-las na gaveta.

Não precisa chorar arrependido

pelas besteiras consumadas

nem parvamente acreditar

que por decreto de esperança

a partir de janeiro as coisas mudem

e seja tudo claridade, recompensa,

justiça entre os homens e as nações,

liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,

direitos respeitados, começando

pelo direito augusto de viver.



Para ganhar um Ano Novo

que mereça este nome,

você, meu caro, tem de merecê-lo,

tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,

mas tente, experimente, consciente.

É dentro de você que o Ano Novo

cochila e espera desde sempre.

agosto 22, 2011

Sobre morrer e existir.

Eu vou morrer. Tu vais morrer. Eles vão morrer. Elas também não irão escapar. Em suma, Nós vamos morrer. Eis a única certeza em nossa existência: a Morte. Não se importa se com meses de vida, ou mais de um século. O fato, inegável, é que morreremos. Nunca me dei à tanatofobia, sempre lidei muito bem com isso, não sei qual é a sua posição à respeito, mas, enfim, você não vão fugir.
Somos, talvez, a única espécie que tem plena consciência da morte e, portanto, a que possui racionalidade - no sentindo de compreender causa-efeito-tempo - para executar tarefas, dentro de determinado período de tempo, para tentar prolongar a experiência de vida. As demais - não posso se afirmar se pensam ou não, pois tudo que sei me foi possível pela vivência sob minha própria pele -, não têm a criatividade de modificar, de criar atividade que prolongo, que perdure, a vida.
Eu costumo pensar que a vida é uma ilusão, desde que nascemos começamos a morrer. E temos a vida inteira para nos acostumarmos com essa ideia.

maio 09, 2011

Estou me comendo aos poucos e não me digiro muito bem.
Só espero não me vomitar.

maio 03, 2011

Saudade mais Nostalgia

Senti saudade de minha mãe
No banho,
Esfreguei-me como ela costumava fazer quando eu era criança.
Bem forte.

janeiro 02, 2011

é um ciclo que não se encerra.
pura cronologia?
nada muda.
Porque mudaria?

......... and a happy new year..........

dezembro 15, 2010

as vezes fico procurando a doçura
que nos dê alguns instantes de laços e fitas
organza com cheiro de jasmim.
seria problema te querer cupcake só pra mim?


 
 

novembro 23, 2010

Toda vez que via o sinal da largada, ficava paralisada. Sentia um impulso de não ter impulso. Um medo de saltar. E mergulhar. E nadar como se nada mais importasse, como se somente isso salvasse sua vida. Toda vez que via o sinal da largada, hesitava. Mas se jogava. Descontroladamente. Descoordenadamente. Deselegantemente. E era só braços e pernas. E quase respiração. Movia braços e pernas em movimentos frenéticos. As vezes, imprecisos. Mas velozes. Desengonçados. Mas vorazes. E a respiração? Esquecia-se de respirar. Braço direito. Respira. Não. Não era assim. Exatamente. Braço direito. Rosto fora da água. Mas não tinha pulmão para inspirar. Não tinha expirado no momento anterior. E tentava ir de um fôlego só. A cada braçada o pulmão reclamava mais e mais. A piscina nunca acabava. Ela só precisava de ar. Só precisava de coordenação. Preisava de sincronia. De ritmo.


E terminava sempre debruçada sobre a borda da piscina.

[ofegante]

novembro 06, 2010

, não tinha mais muito tempo para essas coisas, não tinha mais estômago para as velhas coisas. Decidiu caminhar. Juntou os pequenos fragmentos que estavam no relicário do lembrar. E partiu. Partiu a vida em passado e futuro. Partiu os sonhos aos bocadinhos. Partiu o desejo de ficar e ir. Foi e ficou. Foi encontrar as possibilidades do ser. E ficou nostálgica. Ficou com um pé em terra firme e foi com toda alma para a corda bamba. Era bailarina. Era feita de pó. E entre tantos desesquilíbrios fez-se firme. E entre tanta firmeza do concreto, fez-se armada... com voltas e suavidades, com reentrâncias e arabescos de tirarem o ar. De fazer dúvidar que aquilo, realmente, fosse sólido. Era fumaça. E.v.o.l.t.o.u.a.c.a.m.i.n.h.a.r. E se pronunciou:

novembro 02, 2010

Atlas

 E então, vamos viajar, vamos ciganear pelo mundo?!
silêncio
.
.
.
 Vamos, vamos para Normândia.
interogação.

Nunca quis conhecer a Normândia, parece-me sensato começar por lá.


exultação


Corre, vai fazer as malas.




Não tenho nada pra levar. Não quero carregar nenhum peso. Nenhum peso, além deste mundo que trago nos ombros.

outubro 28, 2010

Vem!

Vem comigo ler o livro da minha’alma
Vem perscrutar os meus caminhos
Venha beber do meu vinho
Do sangue das minhas veias
Das minhas vias o cheiro
Da minha boca o mel!
Vem sentir-se vivo, ativo
No meu jardim particular
Vem sorrir para a morte
Sentir que é forte
Aprenda a me amar
Vais sentir a vida correr em ti
Teus olhos em mim
Se banquetear, sou diva!!
Vem saber o gosto da maldade
Participar da minha irmandade
Venha, vida nova vou anunciar...
Novos gostos, vistas, cheiros
Da luxúria ao sacerdócio
Venha viver mil vidas em uma
Se achar que sou sua...
Vais se enganar!
Venha... venha me adorar

Jan. 02

outubro 24, 2010

pousa tua mão no meu ombro
pousa teus olhos no meu olhar
camaleão
dança em volta do fogo
busca as minhas mãos

brinca de mostrar
gosta de brincar
camaleão
pegue sua pele
e leve
antes, se revele
e releve
camaleão
busque teu caminho

se soldado.
não te sigo não.
tempo a gente fabrica.
o nome da máquina é vontade e,

seu "azeite" se chama foco.

outubro 21, 2010

Descansa tua vida nos meus ombros.
Solta teu peso, tua cruz, nas minhas costas.
Deita tua cabeça no travesseiro
E sonha.

Sonha que estou construindo um mundo pra você.
Deseja que eu estou colorindo um mundo pra você.
Inspira. Expira. E torça a inspirar.

Me faz seu motivo.
Se motiva em mim.
Me faz o seu mundo.
Dança e se descobre em mim.

Esquece o tempo
Deita no meu ombro
Esquece o tempo
Que ele já nos esqueceu.

Prece

Fiz uma prece:

"Dentre de Leão, faz com que o amor do cameleão encontre quem o merece"

E, então, logo em seguida, fiz outra prece.... Mas essa foi secreta, daquelas que só se revelam no escuro...

"Dente de Leão, faça eu ser a merecedora"

outubro 19, 2010

[coisaantiga.26.de.junho.2009]

são novos conceitos de espaço-tempo
são curvas retilíneas do meu marco zero
são as tais goteiras que pingam de fora pra dentro
e se misturam.
são as pontes bambas da minh'alma.

outubro 16, 2010

Todas as crianças crescem,

menos uma.

Queria ser Peter Pan.
Não é fácil ser Wendy, não nasci com vocação para Sininho...
Mas, ainda assim, faço parte dos garotos perdidos.




Voltaire disse que só crescemos quando perdemos nossos pais, não sei se concordo. Acho que crescemos quando nos respeitamos como pessoas dotadas de livre decisão. Crescemos quando entendemos que não somos as pessoas mais importantes do mundo. Crescemos ao aceitarmos limitações. Nossa, como elas doem. Reconhecer uma limitação é perceber-se humano. Ser humano dói. Estar vivo dói. Crianças choram, adultos sentem. Quanto mais sentimos, mais crescemos. 
Recentemente percebi que muitas vezes nos entregamos numa viagem "egocêntrica" e narcisista de cutucar feridas. Sabe? ficar tirando a casquinha, olhando, cutuca um pouquinho aqui, vê um tiquinho de nada de sangue sair, e continua cutucando, até que a ferida se abre? Mas isso não é crescer. É um lado infantil da dor. Então, será que crescer é sentir a dor e fingir não se importar? Não ligar para a ferida?


desculpa. [só.estava.devaneando]

setembro 23, 2010

Eu vejo flores em você.

Sempre nessa mesma época de cada ano, nesse dia, ela chega. E consigo traz as promessas mais doces, o vislumbre dos momentos mais suaves, beijos molhados, abraços apertados, por-do-sol acompanhado. Traz promessa de renovação, de suavidade, de florescimento. As vezes vai embora sem cumprir tudo o que prometeu. Mas mesmo assim, vale à pena. 
Só de ver o mundo mais florido, mais colorido, menos "dorido", já é um tremendo bálsamo. Acredite. Flores podem mudar um dia. 
Eu adoro orquídeas, tulipas, frésias... mas sou especialmente encantada pelos girassois. São as flores mais inteligentes que eu conheço. Sempre buscam a luz. Que tenhamos, então, sempre girassois dentro da gente.


setembro 22, 2010

ausência.


Algumas coisas nunca se justificam e, outras, se justificam por si próprias. Deus morreu. Nietzche morreu. Estamos só. E sinceramente, não me sinto obrigada, compelida, dissuadida a encontrar nenhuma outra forma de aliviar as angústias. Passo bem, obrigada.

agosto 22, 2010

No fundo, a saudade, o sentir a ausência, depois de algum tempo - que nem mesmo as eras sabem - torna-se aquela poltrona que não combina mais com a mobília.
Ela está ali pra te lembrar o quão confortável as coisas foram, o quão desgastadas elas estão.
Não a jogamos fora simplesmente porque ela nos mostra que já tivemos utilidade, já ocupamos um espaço em seu conforto. Fomos amparados em seus braços e descansamos em seu assento.
Só por isso não a jogamos fora, porque ali, no canto, fingimos não a ver. Porque temos respeito, ou tentamos ter.

agosto 01, 2010

Até quando? 
Até quando vai durar a falta de fome,
A falta de tempo,
A falta de vontade?
Até quando os sentido permanecerão anestesiados
Até quando sentiremos o membro extirpado?
Até quando os imperativos serão desmentidos
Até quando o absoluto será relativo?
Eu só queria mais ação, mais certeza, mais suavidade
mais tranquilidade, mais tempo.